Mar 6 / Viviane Pagnussat Cechetti

Como realizar uma migração de dashboards em massa no Power BI

Migração de dashboards em massa no Power BI pode ser um desafio, mas com o passo a passo certo, você garante um processo ágil, seguro e sem dores de cabeça.


Existe um jeito organizado e eficiente de fazer isso sem comprometer a integridade dos dados ou perder tempo com retrabalho.


Neste artigo, você vai descobrir um passo a passo prático para migrar dashboards em massa, desde o mapeamento dos objetos até o desligamento do ambiente legado. 


Boa leitura!


Para início de conversa...

Entre os tipos mais comuns de produtos de dados, está a migração de plataformas

É comum as empresas passarem por um processo de migração on-premises para cloud ou até mesmo uma mudança entre clouds. 

Este processo, de forma simplificada, consiste em transferir os dados de um ambiente a outro, garantindo a conformidade das informações.

Após a migração dos dados, uma etapa imprescindível é a migração das bases de dados nos dashboards

Neste momento é comum surgirem dúvidas sobre como otimizar esta etapa, garantindo celeridade no processo.

Se você procura por soluções para migrar em massa dashboards no Power BI, ler este artigo vai ajudar você! Vamos explorar todas as etapas e os desafios encontrados.

Uma migração em massa de dashboards no Power BI bem sucedida 

O sucesso de uma migração de dados, seja ela de um ambiente on-premises para cloud ou entre clouds, pode ser definido pela continuidade e até aumento do uso dos dados na nova plataforma. 

Espera-se que o esforço atribuído para esta atividade renda bons frutos às pessoas  usuárias dos dados. E que elas possam contar com a conformidade dos dados entre ambientes para dar seguimento ao uso das informações.

Uma das etapas finais desse processo, é a migração dos objetos nas ferramentas de BI

Aqueles que antes estavam buscando informações de uma base de dados, necessitam agora mudar sua leitura para o novo ambiente, dando a possibilidade de desligamento dos sistemas legados.

Nas empresas em que se extrai inteligência dos dados, buscando insights e tomando decisões para a operação, é comum termos um alto volume de dashboards a serem migrados. 

É comum, também, que nem todos os dashboards sejam necessários no momento dessa migração. 

Para isso, criamos um passo a passo com seis etapas para migração em massa de dashboards no Power BI.

1. Mapeando dos objetivos

Sempre que uma atividade for relacionada a dados, teremos dados para coletar. 

Neste sentido inicia-se a primeira etapa da migração, coletando um inventário dos objetos existentes da fonte de dados antiga.

É comum às principais ferramentas de BI do mercado, como Power BI e Tableau, contarem com APIs para extrair estas informações. Nesta etapa buscamos saber:

  • quais são os objetos ligados a fonte de dados antiga, para quantificarmos o tamanho da migração;

  • em qual ambiente de trabalho ele está, para elencarmos a área dona do objeto;

  • quantos e quais relatórios são ligados àquele objeto, assim conseguimos compreender quantas vezes ele é utilizado e quantas vezes devemos apontar a nova base em relatórios sequentes.

É importante que neste momento todas as pessoas envolvidas (desenvolvedoras e usuárias) saibam do processo que vai se suceder, uma vez que esse inventário criado é o ponto zero da migração e, o que for criado posteriormente a essa data, não vai estar no radar da migração.

Com as informações em mãos, você já compreende o montante inicial da migração. Mas, assim como toda boa atividade relacionada aos dados, vamos otimizar este processo e migrar aqueles relatórios que realmente são importantes para a organização.

2. Sanitização dos ambientes não elegíveis à migração

A etapa de sanitização dos ambientes não elegivéis à migração é uma das mais importantes do processo. 

É comum que com o tempo sejam criados relatórios de testes em ambientes de desenvolvimento, ou que relatórios produtivos parem de fazer sentido e não sejam mais tão úteis para a operação. 

Isso é esperado dentro do ciclo de vida de um relatório.

Porém, por muitas vezes, esses relatórios são deixados onde estão, na esperança de um dia serem reabertos ou até mesmo esquecidos. E por esses motivos, fica claro que não há necessidade de migrá-los.

E como definimos o que deve ser migrado e o que deve ser deixado? 

Inicialmente podemos fazer uma análise na própria ferramenta, novamente fazendo uso dos dados. 

Aqui, buscamos por APIs que nos deem:

  • o volume de acesso aos relatórios, para entendermos quais são os relatórios que fato tem uso para a operação;

  • a data da última atualização realizada com sucesso, para sabermos quais relatórios estão sem atualização há tempo suficiente para entendermos que seu uso não é prioritário.

Além da análise dos dados, é necessário entrar em contato com as pessoas que são donas dos arquivos, a fim de confirmar a não utilização dos relatórios sem acesso e/ou sem atualização e também buscar mais informações sobre os demais. 

Entre em contato com o grupo de pessoas responsáveis pelo ambiente, envie a lista de objetos e entenda junto deles quais são importantes de serem mantidos na estrutura do BI

Recomendamos que a etapa de sanitização seja realizada com certa frequência, pois como mencionado anteriormente, dashboards possuem um ciclo de vida esperado e normalmente não são deletados quando não possuem mais uso.


3. Criação de backups e versionamento 

Sabendo quais são os objetos que precisam migrar, iniciaremos o processo de apontá-los para a nova base de dados. 

Aqui destacamos a necessidade de criar um versionamento dos objetos, com ambientes de desenvolvimento, homologação e produção.

No mercado é visível a movimentação de algumas ferramentas para a criação destes ambientes de forma automatizada e versionamento de dashboards. 

Mas, sabe-se que não é algo presente de forma constante. 

Para solucionar isso, pode-se utilizar estruturas de pastas compartilhadas para criar estes ambientes, no momento da migração.

Uma estrutura funcional para esta situação é a criação de três pastas para cada ambiente de trabalho:

  • Legacy, que contém o backup do arquivo original.

  • Development, utilizada por pessoas desenvolvedoras enquanto a migração está acontecendo.

  • Homologation, utilizada pelos desenvolvedores para validar se os objetos migrados estão corretos e se encontram com os mesmos dados que os arquivos originais.

Além da estrutura de pastas, recomenda-se que no momento da migração seja feita uma nova linhagem de relatórios a partir do novo objeto em um ambiente de desenvolvimento para que a pessoa usuária final possa validar e, só com sua validação, levar essa nova linhagem para o ambiente produtivo da ferramenta de BI, deixando a linhagem da base anterior intacta.


4. Migração dos objetos mantidos

Tendo em vista quais são os objetos dignos de serem migrados e, tendo uma estrutura que permite uma migração segura de ambientes, o processo se inicia. 

Para otimizar esta etapa é possível também fazer uso de APIs que realizem download dos objetos para as pastas Legacy.

A migração deve ocorrer de forma a não modificar o output do arquivo. 

Assim, os relatórios vão se manter os mesmos e os problemas com validação de dados serão minimizados. 

Atente-se a capitalização das colunas e sua nomenclatura na nova fonte, para que sejam iguais a antiga. 

Nesta etapa é recomendado utilizar ferramentas para adequar dialetos de SQL, quando eles estiverem presentes nas chamadas às fontes de dados, além de iterações utilizando Python para otimizar as queries que selecionam os dados do data warehouse

5. Validação dos ambientes

Junto à migração é importante realizar a validação dos objetos e dos dados relacionados a eles. 

Scripts que validem a conformidade dos ambientes novo e legado, além de validações nos próprios visuais, conferindo que o novo arquivo a ser entregue ao usuário possui as mesmas características que o anterior.

Da mesma forma que em outros desenvolvimentos de produtos de dados, é importante envolver o usuário nesta etapa. 

Assim que o objeto passar pela validação interna, apresente a nova estrutura ao usuário e solicite seu aceite. Assim que o fizer, o relatório deve ser publicado em produção.

6. Desligamento do ambiente legado

Com os novos objetos em produção é possível fazer o desligamento do ambiente legado. Assim que os novos objetos entrarem em produção, organize-se para desligar as conexões do arquivo anterior ao ambiente legado, excluindo-o do ambiente produtivo. 

Migração de dados: conclusões

Migrar dashboards no Power BI pode ser um desafio, mas com o passo a passo certo, você garante um processo ágil, seguro e sem dores de cabeça.

Com planejamento, boas práticas e o uso estratégico de APIs, é possível garantir uma transição eficiente e sem impactos negativos na operação. 

Seguindo os seis passos que exploramos aqui, você evita retrabalho, mantém a confiabilidade dos dados e assegura que apenas os dashboards realmente úteis sejam migrados.

Aqui na Indicium, garantimos uma equipe de especialistas, que realizam essa transição de forma tranquila, gerando valor ao seu negócio.

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